Estranho lembrar de si mesmo aos sete, oitos anos.
Tantos sonhos e objetivos, tantas ideias de como seria os vinte, trinta.
Ah mas eles não são como pensávamos. A vida vai seguindo um curso distante daquela
pequena cabecinha com diversos objetivos. Ou talvez naquela época em que éramos tão pequenos, era que o momento em que voávamos mais altos.
Sem dinheiro, sem rancor, sem mágoas, sem dor.
Quem sabe pudéssemos dizer aos pequenos que crescessem mais devagar. Que rissem mais,
que brincassem mais. Que o crescer não era como eles imaginavam.
Que aos 18 muito provavelmente você ainda não teria seu carro e casa, nem ao menos teria ido ao exterior.
Talvez seja tarde demais para alguns sonhos, talvez não.
E que esse "talvez não" e as lembranças de uma ideia feliz do futuro, possa nos causar os sentimentos de outrora, e nos fazer lutar e quem sabe, se um dia encontrássemos aquela criancinha, poderíamos dizer: "Cresça logo, pequeno! Há um futuro realmente especial para você".

